20/08/2010

A afirmação de um treinador


Depois da conquista da Libertadores pelo Inter, não há mais dúvidas: Celso Roth entrou para a seleta lista dos maiores treinadores da história do clube. E com muito merecimento.

Roth sempre foi marcado por bons trabalhos à frente de times que não tinham bons elencos. No entanto, os títulos não vieram, e a fama de perdedor se espalhou. Pura ilusão dos torcedores. As ótimas campanhas tinham muito mais mérito de Celso do que demérito pelos títulos não conquistados.

Pense bem, um time com Perea e Marcel no ataque era para ficar, no máximo, com uma vaga na Sul-Americana. Roth conseguiu se manter, durante um bom tempo, na liderança com o Grêmio. Só perdeu o campeonato pela falta de qualidade dos atletas. O mesmo aconteceu com o Atlético-MG. A diferença era que o Galo tinha um excelente ataque e uma defesa pífia.

Nunca tinha visto antes Celso Roth trabalhar com um elenco tão forte quanto o do Inter. E o melhor, para ele, é que a equipe estava desorganizada taticamente. Era o momento certo para Celso mostrar o seu trabalho, a sua metodologia. O time de Roth em nada lembrou com o de Fossati. E, justamente por isso, foi campeão.

As melhorias em seu trabalho também passaram pela mudança de comportamento. O semblante de irritação e grosseria deu lugar a um estilo mais sereno e educado. Sendo assim, a preocupação do técnico, que era dividida entre imprensa e equipe, passou a ser só do lado que interessava.

Se Roth continuará assim, se conquistará mais títulos de relevância, só o tempo dirá. Mas uma coisa é certa: ele está mudado para melhor. E, agora, é campeão da América.


Kalwyn Corrêa

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